Vamos começar a semana falando sobre essa sigla que está dando o que falar no mundo dos investimentos desde a realização em julho da Expert 2020 pela XP Investimentos.

“A sigla ESG advém do termo em inglês Environmental, Social and Governance – ou, em português, ASG, referindo-se à Ambiental, Social e Governança.”

Para quem acha que o tema é novidade, a atenção para empresas sociais e responsáveis por cuidados com o meio ambiente, e claro , com gestão profissional resultando em governança, resultados, vem desde 1960 com a guerra do Vietnã, e teve seu amadurecimento em 2004 com o Pacto Global. Dentro desses 3 eixos da ASG são observados:

“Fatores ambientais: uso de recursos naturais, emissões de gases de efeito estufa (CO2, gás metano), eficiência energética, poluição, gestão de resíduos e efluentes.

Fatores sociais: políticas e relações de trabalho, inclusão e diversidade, engajamento dos funcionários, treinamento da força de trabalho, direitos humanos, relações com comunidades, privacidade e proteção de dados.

Fatores de governança: independência do conselho, política de remuneração da alta administração, diversidade na composição do conselho de administração, estrutura dos comitês de auditoria e fiscal, ética e transparência.”

O mundo dos investimentos agora está decidido a focar em produtos que vão além da sua função básica, “permitindo uma avaliação das empresas de forma holística.”

No Brasil precisamos urgente mente de uma reforma tributária, e é importante que esteja alinhada a esse tema pois aqui as empresas pagam muitos tributos, e fica a cargo do estado a maior parte dos serviços sociais. Devemos observar como isso funciona nos países que optaram por ter uma carga menos elevada de tributos e maior responsabilidade das empresas no desenvolvimento social local, e também na preservação do meio ambiente.

Os empresários no Brasil já têm uma cultura forte para o associativismo e o voluntariado, e o fazem através de igrejas e clubes de serviços como Rotary, Maçonaria, Lions mas deixam de fazer através das suas empresas diretamente por falta de conhecimento e até receio de encargos e penalidades impostas pela CLT quando traz pra dentro da sua empresa projetos e programas sociais e de aprendizado, como plantio de árvores e clube do livro. Precisam observar as normas para não caracterizar como horas extras dos colaboradores ou outros tipos de situações que possam onerar a empresa que teve a boa iniciativa.

Para isso, torna-se rmuito importante destacar o trabalho do Movimento ODS Maringá, que organiza GT (grupo de trabalho) temáticos, workshops, fóruns, summits, prêmios para melhor projeto sustentável realizado pelas empresas, realizam toda uma agenda para mobilizar empresas e instituições a se adequarem e começarem a expandir suas atividades incluindo em seus planejamentos atividades sociais e sustentáveis de acordo com os 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

Agora, você que acompanha nossa coluna, já sabe o que é ESG ou ASG, muito importante além de realizar as ações, saber como comunicar de forma correta aos seus clientes e investidores para agregar força à sua marca (branding).

Finalizo por aqui, espero que você seja um agente ativo na inclusão e realização de programas sociais e sustáveis, não só no local de trabalho mas dentro da sua casa também. Como meu avô dizia: “Plante árvores para seus amigos e inimigos, pois os homens passam, mas as árvores ficam”.

Te desejo uma abençoada semana,

Anníbal Bianchini

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