Vamos começar a semana com mais dicas para você, guerreiro(a) empresário(a), você, que tem espírito empreendedor e está começando o seu negócio.
 
CCC é o ciclo de conversão de caixa. E porque é importante falarmos sobre isso? Se você não tem problemas com saldo em suas contas bancárias, está fechando o mês no verde, é porque você domina suas finanças ou talvez está oferecendo um produto ou serviço altamente lucrativo e com altíssima demanda, produção em escala e facilidade de logística. Mas se como a maioria dos brasileiros, ao final do mês, não vê o dinheiro na conta, continue lendo esse artigo!
 
O mês começou bem, seu funil de vendas está cheio de clientes, vários na etapa final de negociação, já tem produtos ou serviços em andamento e a produção está operando no ritmo esperado. Você espera bonificar a equipe que bateu as metas, ou investir em equipamentos melhores para seu negócio, e quando chega o final do mês é uma dificuldade para pagar seus compromissos e quase não sobra caixa para mais nada além disso.
 
Se  está vendendo e produzindo bem, por que não está lucrando? Muitas podem ser as causas – falhas na precificação ou nos controles internos, desperdícios, problemas jurídicos ou contábeis, mas vamos tratar hoje do CCC.
 
Comece com um bom mapeamento de seus custos, fixos e variáveis. Quando faz uma nova venda, como é a sua política comercial para recebimentos? O ciclo do dinheiro, que chamamos de fluxo de caixa precisa trabalhar a seu favor. Empresas que operam com o dinheiro do cliente tendem a ter um fluxo de caixa positivo. E como isso funciona? Você precisa dominar muito bem seus custos, e ter um excelente relacionamento com os seus fornecedores. Também respeitar o timing necessário de produção ou entrega do serviço.
 
Muitas empresas não tem um planejamento estratégico financeiro, e acabam criando uma política comercial de vendas sem pensar na capacidade financeira da empresa. Então se você quer oferecer aos seus clientes que parcelem em 12x sem juros, precisa lembrar do ditado: “não existe refeição de graça”, sempre alguém estará pagando por isso. Se você consegue oferecer seu produto ou serviço num valor competitivo e ainda tem margem para embutir esse juros e taxas ótimo, mas se não, precisa repensar sua estratégia.
 
Se você consegue receber primeiro e entregar depois, está de fato trabalhando com o dinheiro do cliente; esse formato te traz mais segurança, e exige menos capital de giro para rodar. Você consegue isso na hora de negociar os valores, se o valor do bem oferecido por exemplo representa 60% de custo e 40% de lucro, por que não oferecer ao cliente entrada de 60% e 40% parcelado? Se optar por pedir 40% de entrada, lembre que vai precisar de 20% de capital de giro. E se você parcelar o valor direto, vai precisar de 100% de capital de giro! 
 
Em paralelo lembre dos fornecedores. Se conseguir ter força de compra para adquirir os insumos a um preço competitivo e ainda ter prazo para pagar por eles, isso permite que construa mais rapidamente seu capital de giro com o recurso do cliente.
 
Encerro por aqui, espero que este texto tenha te ajudado a perceber que muitas vezes estamos colocando recursos próprios na frente, e por não termos domínio do ciclo de conversão de caixa, do tempo que vai levar para ele retornar e estar disponível para nós, acabamos recorrendo a instituições financeiras e somando de forma incorreta mais juros e taxas para  termos um capital de giro. Revise seu planejamento financeiro, e principalmente sua política comercial, comece a oferecer situações melhores para os clientes te ajudarem a construir o seu próprio capital de giro e estratégias para aumentar seu poder negociação com os fornecedores.
 
Te desejo uma abençoada semana,
 
Anníbal Bianchini 
 
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